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"A persistência é a virtude da tenacidade; é, por outro lado, a severa coragem para enfrentar dificuldades e resistir ao desânimo diante dos contratempos."

CHARLES DICKENS, O MAIS POPULAR DOS ROMANCISTAS INGLESES DA ERA VITORIANA, FOI TAQUÍGRAFO PARLAMENTAR.

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CASA DE MARTÍ,   “PAI DA TAQUIGRAFIA ESPANHOLA”, VAI VIRAR MUSEU DA TAQUIGRAFIA.

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    Terça, 16 Setembro 2014 13:38
  • CASA DE MARTÍ,   “PAI DA TAQUIGRAFIA ESPANHOLA”, VAI VIRAR MUSEU DA TAQUIGRAFIA.

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    Terça, 09 Setembro 2014 23:48
  • XXII JORNADAS ARGENTINAS DE TAQUIGRAFÍA PARLAMENTARIA

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    Sábado, 06 Setembro 2014 12:10
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    Sexta, 05 Setembro 2014 23:00
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    Segunda, 01 Setembro 2014 23:01
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    Quarta, 30 Novembro -0001 00:00
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    Terça, 26 Agosto 2014 14:16

PERGUNTAS FREQUENTES E RESPOSTAS: FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE TAQUIGRAFIA

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE TAQUIGRAFIA: PERGUNTAS FREQUENTES E RESPOSTAS

Prof. Waldir Cury

PERGUNTA: O que é preciso para alguém ensinar taquigrafia?

RESPOSTA: Conhecer bem o método de taquigrafia que vai ensinar.  Importante também é gostar de ensinar, ter jeito para ensinar e – principalmente – observar detalhes de ordem técnica no ensino desta matéria.

Esses detalhes de ordem técnica você encontrará nos artigos disponíveis aqui nesta página.

Há muitos alunos de taquigrafia que já são professores de outras matérias.  Esses podem aproveitar todo o seu “know-how” do magistério para usá-lo no ensino da taquigrafia.  O Brasil está precisando muito de professores de taquigrafia!  Há uma carência crônica de pessoas que se dediquem ao magistério desta arte.

PERGUNTA: Só quem trabalha como taquígrafo profissional, ou tenha trabalhado em alguma instituição onde haja equipe de taquígrafos, pode ensinar?

RESPOSTA: Não há nenhuma necessidade de um professor de taquigrafia ser ou ter sido um taquígrafo profissional.  Se alguém conhece bem o método, tem jeito para ensinar e usa uma boa metodologia, poderá ser um ótimo professor de taquigrafia!

PERGUNTA: Para lecionar taquigrafia é imprescindível ter velocidade taquigráfica?

RESPOSTA: Não.  É preciso, sim, conhecer bem o método e saber transmitir a teoria, as regras do método de maneira clara e correta.

PERGUNTA: Qual seria a qualidade mais importante de um professor de taquigrafia?

RESPOSTA: Eis uma boa pergunta.  E cada pessoa versada no assunto poderá dar uma resposta diferente.  Além de conhecer bem o método e ter uma boa didática, acredito que a paciência seja a qualidade essencial de um professor, não só de taquigrafia, mas de qualquer matéria.  Um professor nunca deve ficar impaciente quando um aluno erra, ou quando o aluno pergunta algo que o professor já ensinou.  Um professor nunca deve dizer “isso eu já ensinei”.

PERGUNTA: E se o aluno perguntar 20 vezes a mesma coisa?

RESPOSTA: O professor deve responder 20 vezes, sem demonstrar nenhum sinal de impaciência.  Tenho um caso concreto: uma aluna que estava fazendo um curso de alemão.  Costumava fazer muitas perguntas durante a aula.  Um dia, o professor, irritado, respondeu: “você está fazendo muitas perguntas!”  Ela nunca mais perguntou nada.  O professor causou um bloqueio na aluna.  E esse tipo de bloqueio é nocivo em qualquer aprendizagem.  Isso não deve acontecer numa aula de taquigrafia, seja presencial, seja particular, seja a distância.  O professor deve estar sempre à disposição do aluno para esclarecer qualquer dúvida e tantas vezes quantas forem necessárias.

 

PERGUNTA: Qual seria outra grande qualidade de um professor de taquigrafia?

RESPOSTA: É a de ser o grande incentivador da aprendizagem!  O professor dá ânimo, encoraja, estimula, cria entusiasmo no aluno!   Certa vez li, num livro inglês sobre didática, que o professor é o “facilitador da aprendizagem”.  E o autor dizia que o professor “não ensina”, que “quem se ensina é o próprio aluno”, que o professor é um mero “facilitador da aprendizagem”.  Achei muito interessante essa abordagem.

 

PERGUNTA: Como seria uma primeira aula de taquigrafia?  O que o professor deveria ensinar?

RESPOSTA: Cada professor irá traçar a sua própria estratégia.  Mas, apenas como sugestão, cho que o professor poderia começar falando um pouco sobre o que é taquigrafia, a origem da palavra, a diferença entre a grafia comum e a taquigrafia, poderia fazer alguns desenhos de geometria, mostrando de onde vieram os sinais taquigráficos.  Acho que uns cinco ou dez minutos dessa apresentação seria interessante.  Depois passaria a ensinar os sinais da primeira lição, mostrando o uso concreto aplicado em algumas palavras.  Em seguida, poderia ditar, em ritmo bem lento,  algumas palavras para o aluno taquigrafar.

No ensino do Método Maron, costumo dar oito sinais na primeira lição (são precisos oito sinais para o aluno já poder começar a taquigrafar palavras).  Nas lições subsequentes, são ensinados apenas dois sinais por lição.

Na primeira aula, então, o aluno tem uma tabela com os oito sinais, e, depois de mostrar como se taquigrafa cada sinal,  começo a ditar algumas palavras para o aluno taquigrafar.  Como ainda não houve tempo para a assimilação dos sinais, o aluno pode olhar os sinais na tabela.  O principal é que o aluno sinta que já está conseguindo escrever palavras com um outro sistema de escrita.

PERGUNTA: Que mais seria dado na primeira aula?

RESPOSTA: Aqui entra a criatividade de cada professor.  O professor vai prestando atenção na reação do aluno em relação a cada sinal, se ele já está conseguindo assimilar alguns sinais.  Poderá taquigrafar algumas palavras extras para o aluno traduzir, poderá escrever mais palavras para o aluno taquigrafar.  Um exercício de que os alunos gostam muito é o de correlacionar.  Escrevo numa coluna várias palavras e em outra coluna as mesmas palavras, taquigrafadas.  Como as palavras da segunda coluna estão embaralhadas, o aluno terá de correlacionar cada palavra taquigrafada com alguma palavra da primeira coluna.  Este é um desafio muito apreciado pelos alunos.

O ideal é transformar a aula numa experiência lúdica.

Um ponto importante, que deve ser observado já na primeira aula, e nas aulas seguintes, é em relação à postura do aluno para taquigrafar.  Ver se o aluno está sentado corretamente, se está apoiando o cotovelo na mesa.  É preciso também orientar o aluno para que sempre taquigrafe com leveza, sem calcar o lápis ou a caneta.  Lembrar ao aluno que qualquer tipo de tensão na mão ou no braço é prejudicial à escrita taquigráfica.

PERGUNTA: E se o aluno encontrar muita dificuldade na primeira aula, na segunda aula pode-se prosseguir com a matéria, dando a segunda lição?

RESPOSTA: Pode sim.  Porque na segunda lição o aluno aprenderá apenas mais dois sinais.  Na feitura das palavras desta segunda lição, no entanto, os oito sinais da primeira lição também serão usados.  É o que podemos chamar de “aprendizado cumulativo”.  Os sinais que foram aprendidos na primeira lição serão usados na segunda lição; os oito sinais da primeira lição e os dois sinais da segunda lição serão usados na terceira lição, e assim por diante.  Mas uma coisa o professor deve levar em muita consideração: é preciso observar a dosagem certa.  Nada pode ser forçado.  E nada que sobrecarregue o aluno é bom.  A “dosagem certa”, este é o segredo de uma boa aprendizagem!

PERGUNTA: E se o aluno encontrar muita dificuldade em assimilar um sinal, o que deve ser feito?

RESPOSTA: Isso costuma acontecer às vezes, principalmente em relação a sinais quase idênticos, que mudam a direção para significar outro som, ou, no caso de alguns métodos, que mudam de tamanho ou de grossura.  Neste caso, há duas coisas a fazer: o professor procurar um “processo mnemotécnico”, que ajude o aluno a diferenciar e assimilar os sinais, ou dar mais exercícios contendo os sinais que estão causando dificuldade de assimilação.

Vou dar um exemplo de “processo mnemotécnico”.  No método Maron, temos dois sinais que podem causar dificuldade de assimilação: o “g” e o “d”.  O primeiro é a metade do círculo, e o segundo, a outra metade.  Se pegarmos esta segunda metade do círculo e o fecharmos com uma reta, ele ficará um “D” de forma.  Pronto, aí está o processo mnemotécnico, que muito vai ajudar o aluno na assimilação e na distinção dos dois sinais quase iguais!

PERGUNTA: Há alunos que não têm dificuldade para taquigrafar, mas têm grande dificuldade para ler, para traduzir.  Neste caso, o que fazer?

RESPOSTA: Isso é mesmo muito comum.  Por isso é sempre bom, já desde a primeira aula, fazer exercícios de leitura, mesmo que seja de palavras soltas.  Eu costumo dar  o seguinte exercício: escrevo dois (três ou mais) sinais juntos, em taquigrafia, e peço para o aluno tentar descobrir (interpretar) quantas palavras podem significar aqueles dois sinais juntos.  Por exemplo: taquigrafo um “b” e um “t”.  Como o método Maron não tem vogal medial, peço para eles irem substituindo as vogais.  O “b” e o “t”, então, podem significar: bate, bata, bota, bote, Beto.  Esse joguinho de interpretar desperta muito a curiosidade dos alunos, e eles se sentem realizados e contentes quando conseguem descobrir mais de uma significação.

Quanto mais joguinhos deste tipo, melhor, para a aula ficar mais interessante.

PERGUNTA: E quando o aluno termina o estudo do método, qual seria a melhor estratégia para o início do treinamento da velocidade taquigráfica?

RESPOSTA: Várias metodologias poderão ser usadas.  E certamente cada professor terá a sua.  Eu mesmo mudei várias vezes a metodologia, sempre, claro, procurando a melhor estratégia, o planejamento mais eficaz.

A minha primeira metodologia consistia no seguinte: depois de terminar o estudo do método, o aluno passava a fazer cópias.  As cópias eram corrigidas, e o aluno passava a treinar, repetidas vezes, cada palavra que tivesse sido taquigrafada de modo errado.  O exercício de cópias durava mais ou menos um mês.  Em seguida, começava a treinar ditados de 40 palavras por minuto.

Com o passar do tempo, diminuí a velocidade/início para 30 palavras por minuto.  Achava que este esquema iria funcionar melhor: 30ppm, 35ppm.  O aluno chegaria, então, a 40ppm com mais embasamento.

Posteriormente, decidi regredir ainda mais, e comecei com ditados de 20 palavras por minuto.  Os alunos gostaram muito e eu vi que eles taquigrafavam com mais facilidade e menos estresse.  Mantive o esquema até hoje.  Apenas acrescenteio que chamo de “áudio-cópias”: ditados bem lentos, feitos na velocidade de 15 palavras por minuto.  É praticamente um exercício de cópia, tão lento que é.  Mas é uma “cópia” diferente, já que o aluno escuta a palavra e taquigrafa a palavra.

PERGUNTA: E o que os alunos estão achando desse esquema de “áudio-cópias” e 20ppm?

RESPOSTA: Estão gostando muito, estão achando ótimo.  E está funcionando!  É interessante quando sabemos que a aquisição da velocidade taquigráfica se dá pela conquista de “pequenas vitórias”.  Quando tudo é facilitado para o aluno, quando a “batalha” é bem amena, a “pequena vitória” é certa.

É importante esclarecer aqui que o aluno sempre treina, de modo repetitivo, as palavras de difícil traçado, os taquigramas e as palavras que contenham sinais iniciais e terminais especiais, antes de fazer qualquer “áudio-cópia” e antes de fazer qualquer ditado.  Há uma preparação toda especial para cada ditado.  Desta forma ele vai solidificando cada vez mais as regras do método, ao mesmo tempo em que vai ganhando velocidade.

PERGUNTA: Qual é o certo: ir aumentando a velocidade dos ditados acrescentando-se em cada minuto mais cinco palavras, ou acrescentando-se mais dez palavras?

RESPOSTA: O ideal é ir acrescentando mais cinco palavras, e não dez.  Então teremos ditados de 20ppm, 25ppm, 30ppm, e assim por diante.  E por que não devemos acrescentar dez palavras a mais em cada minuto? Aqui entra uma parte científica muito interessante.  A velocidade taquigráfica é processada no cérebro.  O aluno ouve as palavras e as taquigrafa primeiro no cérebro, depois é que, através da coordenação motora, a mão taquigrafa no papel aquilo que foi primeiro elaborado no cérebro. Esta destreza manual, com os intrincados movimentos da mão que escreve, está diretamente ligada ao cerebelo. Quando o aluno treina vários ditados de 20ppm, o cérebro começa a criar várias conexões entre os neurônios, várias sinapses, em relação a esta velocidade.  Só depois de treinar vários ditados de 20ppm, o cérebro estará em condições de taquigrafar com mais facilidade nesta velocidade de 20ppm.

É necessário muito treinamento para “programar” o cérebro para conseguir taquigrafar na velocidade de 20ppm.   E o mesmo se diga das outras velocidades.

Podemos comparar este exercício de consolidar cada velocidade ao exercício de levantamento de peso.  É preciso ir devagar, começar com alguns quilos e levantar durante vários dias o mesmo montante de quilos, e, desta forma,  ir preparando a musculatura para o levantamento de mais peso.

Aumentar o treino da velocidade, acrescentando-se mais dez palavras em cada minuto, é desaconselhável, seria sobrecarregar o cérebro com um trabalho para o qual ele ainda não está preparado.  Num ditado de cinco minutos, isso representaria um aumento de mais 50 palavras.  É muito!

PERGUNTA: Quer dizer que o melhor é mesmo um estudo mais lento, mais bem dosado...?

RESPOSTA: Exato.  É melhor ir num passo constante, firme, mas devagar.  Eu gosto muito daquele ditado: “As tartarugas conhecem melhor o caminho do que os coelhos.” 

 

PERGUNTA: Quanto tempo de treino é necessário para passar de uma velocidade para outra?

RESPOSTA: Varia muito de aluno para aluno, e, claro, da carga horária de treino diário.

PERGUNTA: Como se vai saber se já está na hora de passar para outra velocidade?

RESPOSTA: Eu costumo usar o seguinte plano.  Se um aluno está treinando 60ppm, por exemplo, peço que ele taquigrafe e traduza três ditados de 60ppm, em dias diferentes.  Se ele passar nos três ditados com uma margem de erros de 10%, ele poderá começar o treino de 65ppm.  Por que gosto de testá-lo com três ditados e não só um?  Porque se fosse me valer só de um ditado, poderia me enganar.  Talvez o ditado fosse fácil, contivesse muitos taquigramas.  Já com três ditados diferentes e em dias diferentes, há uma certeza maior de que o aluno já está vencendo aquela velocidade e está apto a passar para uma velocidade acima.   

 

 

PERGUNTA: É verdade que quanto mais se avança na velocidade, mais tempo se leva para passar de uma velocidade para outra?

RESPOSTA: É muito normal isso.  Passar da velocidade de 20ppm para 25ppm é mais fácil do que passar de 120ppm para 130ppm, por exemplo.  É até uma questão matemática:

em cinco minutos de 20ppm, você terá 100 palavras para taquigrafar;

em cinco minutos de 30ppm, você terá 150 palavras para taquigrafar;

em cinco minutos de 120ppm, você terá 600 palavras para taquigrafar;

em cinco minutos de 130ppm, você terá 650 palavras para taquigrafar.
Veja que a carga de palavras que o cérebro vai ter de processar em 130ppm é fantástica, representa mais de duas palavras por segundo!

Podemos comparar a subida da velocidade taquigráfica como uma escada, em que a distância dos degraus vai ficando maior à medida que subimos.  À medida que se avança do estudo da velocidade, faz-se necessário mais treino, maior esforço, maior aplicação.

 

 

PERGUNTA: E o estudo repetitivo das palavras?  É mesmo necessário?

RESPOSTA: É importantíssimo.  É imprescindível!  Em cada ditado que se treina, é preciso primeiro sublinhar as palavras de difícil traçado, as palavras que contenham sinais terminais e iniciais especiais e os taquigramas.  E treinar cada uma dessas palavras várias vezes, durante vários dias.  Essas palavras, por serem difíceis, costumam causar hesitação, e acabam atrasando a velocidade.

PERGUNTA: Quando se deve parar o estudo da velocidade?

RESPOSTA: Nunca.  Aprender taquigrafia é como aprender um instrumento musical: é preciso treinar sempre, para ficar cada vez melhor, cada vez mais em forma.  Não há um ponto de chegada.

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